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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

FEDERAÇÕES EXTINTAS - TCHECOESLOVÁQUIA

A dissolução da Tchecoslováquia foi um processo histórico que pôs fim à antiga Tchecoslováquia e criou dois novos países, a República Tcheca e a Eslováquia, a partir de 1º de janeiro de 1993. Sua divisão ocorreu após uma série de protestos e reivindicações populares, mas sem nenhum conflito armado, diferentemente dos países da antiga Iugoslávia. Também é conhecida como Separação de Veludo ou Divórcio de Veludo, por ter ocorrido de maneira pacífica, a exemplo da Revolução de Veludo de 1989.


República Tcheca


Eslováquia

FONTE: ARQUIVO PESSOAL

FEDERAÇÕES EXTINTAS - UNIÃO SOVIÉTICA

A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) foi criada em 1922 pelos bolcheviques, liderados por Lênin, como uma das consequências da Revolução Russa de 1917. Existiu até 1991, quando foi dissolvida no contexto da crise do socialismo com as reformas políticas e econômicas implantadas por Mikhail Gorbachev. A sede do poder da URSS era na capital russa, Moscou. A Rússia, república mais poderosa, comandou a URSS. Após a 2ª Guerra Mundial, a União Soviética se tornou a segunda maior potência econômica e militar do mundo. Destacou-se também na corrida espacial e na produção de armas nucleares. Ficou atrás apenas dos Estados Unidos, principal adversário e representante do modelo capitalista. Ela era composta por 15 repúblicas, ocupando um território de, aproximadamente, 22 milhões de km2. Na década de 1980, a União Soviética possuía uma população ao redor de 290 milhões de habitantes. Os grupos étnicos com maior quantidade de habitantes eram os russos (145 milhões), ucranianos (44 milhões), usbeques (16 milhões), bielorussos (10 milhões) e azeris (6 milhões). A União Soviética seguiu sempre o sistema político-econômico socialista. Havia um sistema político baseado num partido único (PCUS), que governava a URSS de forma centralizada e sem abrir espaço para opositores. Muito pelo contrário, o regime perseguiu e prendeu milhares de opositores políticos, principalmente até a década de 1970. A economia era estatizada, ou seja, todos os meios de produção (indústrias, fazendas, bancos, etc.) eram controlados pelo governo. Os salários também eram controlados pelo governo, de forma que houvesse uma equiparação salarial, evitando assim a formação de desigualdades sociais. A União Soviética ficou ao lado dos aliados durante o conflito. Junto com Estados Unidos e Inglaterra, foi de extrema importância no combate ao regime nazista de Hitler. Após a o conflito, já como uma das principais potências vencedoras, exerceu grande influência nos países do leste europeu. Até a década de 1970, a União Soviética apresentou um formidável desenvolvimento econômico. Porém, na década de 1980 a crise começou a ameaçar a grande potência socialista. As indústrias ultrapassadas não conseguiram acompanhar o desenvolvimento tecnológico necessário para abastecer aquela imensa população. A falta de produtos, principalmente alimentos e bens de consumo, passou a ser constante e gerar grande insatisfação popular. O crescimento dos movimentos separatistas, principalmente nas repúblicas bálticas, crescia colocando em risco a unidade política da URSS. Buscando resolver os graves problemas políticos e econômicos, o presidente Mikhail Gorbachev implantou uma série de reformas na URSS. Porém, estas reformas não apresentaram grandes efeitos positivos e a crise continuou. Em dezembro de 1991, após algumas repúblicas declararem independência da URSS, foi assinado o acordo de Minsk que dissolveu a União Soviética e criou a CEI (Comunidade dos Estados Independentes). Era o fim da União Soviética. Entre julho 1956 e setembro de 1991, havia 15 repúblicas na União Soviética, sendo que hoje, 12 pertencem ao continente europeu e 3 ao asiático.



Armênia / Azerbaijão


Bielorrússia / Cazaquistão


Estônia / Geórgia


Letônia / Lituânia


Moldávia / Rússia


Ucrânia / Uzbequistão


Quirguistão (Ásia) / Tajiquistão (Ásia)


Turcomenistão (Ásia)

FONTE: ARQUIVO PESSOAL

FEDERAÇÕES EXTINTAS - IUGOSLÁVIA

O primeiro Estado propriamente iugoslavo foi formado em 1918, o Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, que passou a chamar-se Reino da Jugoslávia em 1929, existindo sob esta denominação até ser invadido em 1941 pelas potências do Eixo, com a emergência da Segunda Guerra Mundial. Durante a guerra, a Iugoslávia foi libertada do domínio nazi-fascista pelos chamados Partisans, liderados pelo guerrilheiro comunista Josip Broz Tito, que tornar-se-ia o líder de uma nova Iugoslávia, desta vez um Estado comunista com o nome de "República Popular Federal da Jugoslávia". Em 7 de abril de 1963, o país passaria a se chamar República Socialista Federativa da Jugoslávia. O Estado existiu desta forma até 1992, quando quatro das seis repúblicas que a compunham — Eslovénia, Croácia, Macedônia e Bósnia e Herzegovina — deixaram a federação para formar novos estados completamente independentes. As repúblicas remanescentes — Sérvia e Montenegro — formariam a República Federal da Jugoslávia. Em 2003, o nome Jugoslávia foi oficialmente abolido quando o Estado foi transformado numa comunidade pouco sólida chamada Sérvia e Montenegro. Em 21 de maio de 2006, realizou-se um referendo para determinar a vontade do povo acerca da independência de Montenegro. Os resultados indicaram que 55.5% dos eleitores haviam escolhido a independência, pouco mais que os 55% requeridos pelo referendo. Em 3 de junho de 2006, o parlamento montenegrino declarou oficialmente a independência do novo país. Já em 17 de fevereiro de 2008, o parlamento de Kosovo aprovou, unilateralmente, a declaração da independência da província feita pelo primeiro-ministro Hashim Thaçi durante uma sessão especial na capital, Pristina. A sessão contou com a presença de 104 parlamentares.